Dolphin Mini e Haval H6 protagonizam disputa acirrada nas vendas ao varejo; cenário geral mostra mudança na liderança entre montadoras
O varejo foi a principal modalidade de vendas em setembro, respondendo por 50,90% de todos os 268.721 automóveis e comerciais leves licenciados no mês. A participação do canal de varejo manteve-se dominante pelo terceiro mês consecutivo.
No ranking de fabricantes, a BYD caiu para a 3ª posição, com 10,94% de participação, após cinco meses no topo. Fiat (13,05%) e Volkswagen (12,06%) lideraram a lista, seguidas por Chevrolet (8,92%) e Toyota (7,13%).
Entre os modelos, o BYD Dolphin Mini voltou ao primeiro lugar do varejo, com 5.886 unidades vendidas, apenas à frente do GWM Haval H6, que registrou 5.843 vendas no canal varejista. Segundo dados divulgados pela Fenabrave.
Dolphin Mini e Haval H6: margem mínima e forças distintas de canal
O BYD Dolphin Mini alcançou 5.886 vendas no varejo em setembro, recuperando a liderança entre os modelos mais procurados pelo consumidor final. A diferença para o GWM Haval H6 foi de apenas 43 unidades, com o H6 registrando 5.843 vendas no varejo e apresentando uma forte concentração nesse canal: 90,83% de suas vendas em setembro foram a varejo.
O desempenho do Dolphin Mini contou com 62,72% de suas unidades vendidas via varejo. A disputa evidencia duas estratégias de distribuição: modelos com forte presença no varejo puro e outros com volumes relevantes também por vendas diretas ou frotas, que influenciam a posição no ranking geral.
Montadoras: queda da BYD e manutenção da dupla Fiat e Volkswagen
Embora a BYD continue com participação relevante (10,94%), a montadora perdeu o primeiro lugar no acumulado do mês. Fiat manteve a liderança com 13,05% e a Volkswagen ficou logo atrás, com 12,06%. Chevrolet e Toyota repetiram respectivamente o 4º e 5º lugares, com 8,92% e 7,13%.
Essa reorganização no pódio reflete não apenas lançamentos e estoques, mas também o equilíbrio entre vendas a consumidor final e operações diretas. A queda da BYD no ranking de fabricantes contrasta com a presença reforçada de seus modelos no varejo, como o Dolphin Mini e o Dolphin tradicional.
Surpresas do mês: Tera, Tiggo 7 e retorno de modelos clássicos
O VW Tera subiu ao pódio do varejo com 4.183 unidades, embora mais da metade de seus registros venha de vendas diretas — seu percentual de vendas a varejo foi de 47,94%. O Caoa Chery Tiggo 7 também se destacou, com 4.015 unidades e 97,88% dessas vendas destinadas ao varejo, retomando posição entre os primeiros após um período fora do top.
Outros movimentos notáveis: o Toyota Yaris Cross vendeu 3.741 unidades no varejo; o Omoda 5 somou 3.615 e superou o Hyundai Creta (3.410), este último campeão na modalidade varejo ao longo de 2025. Já o VW Polo, apontado como o automóvel mais vendido em setembro, registrou 3.297 unidades e ocupou a 9ª colocação no ranking geral de varejo.
Segmento de comerciais leves: Fiat domina; picapes médias têm disputa interna
No mercado de comerciais leves, a Fiat fez mais uma dobradinha: Strada com 6.012 unidades e Toro com 3.437 lideraram as vendas no varejo. Entre as picapes médias, a Ford Ranger foi a mais vendida, com 2.097 unidades, seguida pela Toyota Hilux, com 1.627 unidades. Em outro confronto de marca, a Ram teve a Dakota à frente da Rampage (525 contra 474).
Esses números mostram que, mesmo com oscilações entre fabricantes no ranking agregado, marcas consolidadas em segmentos específicos seguem com presença forte e volumes que determinam posições de liderança em categorias importantes para o mercado nacional.
Observações sobre modelos elétricos e novidades: alguns elétricos e híbridos começam a ganhar espaço: o Geely EX2, que em agosto figurou no top 3, ficou fora do top 20 em setembro com 2.118 unidades; o Aion UT da GAC aparece com 1.276 unidades e já se aproxima do top 30; a novidade Jeep Avenger marcou 1.202 unidades e apareceu em 34º lugar; o Denza B5, com 564 unidades, repetiu presença no top 50.
Os percentuais de vendas a varejo por modelo, preservados nas estatísticas, ajudam a entender quais veículos têm público final mais consolidado e quais dependem mais de contratos diretos ou frotas.
Implicações para consumidores e mercado
Para o consumidor, os resultados mostram oferta diversificada e competição intensa em faixas de preço e segmentos. A proximidade de volumes entre modelos como Dolphin Mini e Haval H6 pode significar promoções, pacotes e alternativas de negociação para o comprador. Para as montadoras, os números de setembro reforçam a necessidade de equilibrar estoque, canais e estratégias comerciais para manter posições no ranking.
Em suma, setembro trouxe uma mistura de estabilidade por parte de líderes por segmento e movimentação entre fabricantes no ranking agregado, com o varejo confirmando sua relevância ao concentrar 50,90% dos emplacamentos. Segundo dados divulgados pela Fenabrave, o mês evidenciou tanto a força de modelos consolidados quanto a emergência de novas combinações de vendas e canais no mercado brasileiro.
