Influenciador Preso por Vender Selo de Verificação Falso por R$ 50 Mil: Dezenas de Vítimas em Todo o Brasil
Influenciador é preso sob acusação de golpe milionário na venda de selos de verificação e credibilidade online.
Um influenciador digital, com cerca de 30 mil seguidores e histórico como ex-jogador de futebol, foi detido pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) sob suspeita de aplicar golpes em diversas partes do Brasil. Ele prometia a venda de selos de verificação para contas em redes sociais e a publicação de matérias em sites jornalísticos, cobrando valores que chegavam a R$ 50 mil por serviço.
As vítimas, que incluem empresários, outros influenciadores digitais e até líderes religiosos, registraram boletins de ocorrência em vários estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná. A investigação aponta que o suspeito movimentou cerca de R$ 3,3 milhões entre 2022 e 2024, um valor considerado incompatível com sua renda declarada.
Apesar de sua prisão, as contas do influenciador em plataformas como TikTok e Instagram permanecem ativas, com exceção de uma conta no Instagram que se encontra inacessível. O processo judicial corre em sigilo, e até o momento, a defesa do investigado não foi localizada, conforme informações do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). A Meta, empresa dona do Instagram, informou que não comentaria o caso, enquanto o TikTok ainda não se pronunciou.
Golpe Abrangente e Vítimas Diversificadas
O modus operandi do influenciador consistia em explorar a vaidade e a necessidade de validação online de seus clientes. Ele se aproveitava de sua popularidade nas redes sociais, onde suas publicações frequentemente ultrapassavam 1 milhão de visualizações, para construir uma imagem de credibilidade e, assim, atrair novas vítimas para seu esquema.
Segundo a delegada Alini Simadon, da PCPR, a abrangência do golpe é notável, com vítimas espalhadas por todo o território nacional. A promessa de selos de verificação, que conferem um status de autenticidade e relevância às contas, somada à oferta de publicações em portais de notícias, criava um pacote tentador para quem buscava aumentar sua visibilidade e autoridade no ambiente digital.
Movimentação Financeira Suspeita e Ausência de Entrega
A investigação policial revelou uma **movimentação financeira expressiva** nas contas ligadas ao suspeito, totalizando R$ 3,3 milhões em um período de dois anos. Esse montante levantou um alerta, pois não condizia com a renda que seria esperada de um influenciador com seu número de seguidores e sem outras fontes de receita declaradas.
O principal ponto da acusação é a **completa ausência de entrega dos serviços prometidos**. Clientes que pagaram valores substanciais, como R$ 50 mil, relataram que os selos de verificação e as matérias jornalísticas jamais foram fornecidos, configurando o crime de estelionato.
Contas Ativas e Processo em Sigilo
Curiosamente, mesmo após a prisão do influenciador, suas contas nas redes sociais, especialmente no TikTok e Instagram, continuam operacionais. A única exceção é uma conta específica no Instagram que se tornou inacessível. A continuidade das atividades online levanta questões sobre a agilidade das plataformas em lidar com perfis envolvidos em atividades criminosas.
O processo judicial que apura o caso está sob **sigilo**, o que dificulta o acesso a detalhes sobre as provas coletadas e os próximos passos da investigação. O Tribunal de Justiça do Paraná confirmou que ainda não houve audiência de custódia, e o espaço permanece aberto para a manifestação da defesa do investigado.

