Abel Ferreira desabafa: “Calendário apertado e cansaço afetam o Palmeiras, mas a culpa é minha” após derrota em casa
Abel Ferreira aponta maratona de jogos e viagens como fatores na derrota do Palmeiras, mas assume responsabilidade
O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, expressou sua frustração após a derrota da equipe em casa, que encerrou uma invencibilidade de 17 jogos. Ele destacou o **excesso de jogos e as viagens constantes** como elementos que têm desgastado o time, levando a lesões e impactando o desempenho técnico.
Apesar de reconhecer as dificuldades impostas pelo calendário, o português fez questão de **assumir a responsabilidade máxima** pela performance ruim. Ele admitiu que o time teve falta de inspiração e ações técnicas deficientes, resultando em poucas oportunidades de gol.
“A responsabilidade máxima é sempre do treinador, mas houve falta de inspiração, algumas ações técnicas que não conseguimos criar mais oportunidades. Foi um jogo ruim. Temos que assumir”, declarou Abel Ferreira, conforme informação divulgada pela reportagem.
Palmeiras busca recuperação contra o Flamengo em meio a desabafo de Abel
Com a derrota em casa, o Palmeiras se prepara para um **clássico nacional contra o Flamengo**, buscando retomar o caminho das vitórias. A equipe sofre com a maratona de jogos, viagens e lesões, fatores que Abel Ferreira ressaltou como importantes, mas não únicos para o resultado negativo.
O treinador também aproveitou para **cobrar coragem da arbitragem** no próximo confronto. “Esperamos que seja um bom jogo e que o árbitro escolhido tenha a maior característica: coragem”, completou Abel, evidenciando a pressão que sente sobre sua equipe e a necessidade de um bom desempenho.
Análise tática e desempenho de Martínez após a derrota
Sobre a escalação e o desempenho do meio-campo, Abel Ferreira comentou a escolha por **Martínez no time titular**. “Em função das opções que temos no momento, pelas lesões, optamos por fazer um trio de meio campo, mas seria injusto falar só do Martínez, que fez um jogo normal dele, na minha opinião foi bem, não perdeu bolas, conseguiu enfiar bolas”, analisou.
O técnico lamentou o gol sofrido, comparando-o com o gol contra o Cruzeiro: “O adversário estava à espera de um erro nosso para a transição. E o gol que sofremos hoje e o gol contra o Cruzeiro são muito parecidos: perdemos a posse e o adversário em transição rápida marca.”
Primeiro tempo dinâmico, segundo tempo apático
Abel Ferreira detalhou a **queda de rendimento da equipe** ao longo da partida. “Fizemos uma primeira etapa com dinâmica, com duas ou três oportunidades que criamos. No segundo tempo, com a quantidade de vaias, a quebra de ritmo, o gol sofrido no primeiro minuto, o time se deixou levar e não teve tranquilidade, ficando sem a bola”, explicou.
Ele ressaltou que, mesmo sem jogar bem, o Palmeiras teve chances claras de gol, especialmente no segundo tempo. “E um time como o Palmeiras, com os jogadores que têm, precisa fazer esse tipo de gol. Quando não faz, fica sujeito ao que aconteceu”, concluiu o treinador, enfatizando a necessidade de **eficiência nas finalizações**.

