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Alcolumbre trava CPMI do Banco Master, oposição mira STF e PF aponta pagamento milionário à empresa ligada a Ciro Nogueira

Alcolumbre impede avanço da CPMI do Banco Master e acirra tensão no Congresso

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, tomou uma atitude que intensificou o clima de tensão no plenário nesta quinta-feira. Ele impediu a leitura dos requerimentos que solicitavam a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master.

Alcolumbre reforçou que a decisão sobre a abertura da comissão é de sua inteira responsabilidade como presidente da Casa. Durante a sessão, parlamentares da oposição pressionaram pela leitura imediata dos pedidos, mas foram rechaçados pelo presidente.

O presidente do Congresso argumentou que a prioridade deveria ser a análise de vetos presidenciais relacionados ao Orçamento de 2026. Essa postura provocou reações imediatas, com deputados e senadores aliados da investigação elevando o tom e intensificando os ataques à condução da sessão.

Oposição busca decisão no STF e cita conflitos de interesse

Diante da resistência de Davi Alcolumbre, a oposição não pretende ceder na investigação do Banco Master. A principal esperança reside agora no Supremo Tribunal Federal (STF). Senadores como Eduardo Girão (Novo-CE), autor de um dos requerimentos, afirmam que a esperança está no STF, pois Alcolumbre, segundo ele, “parece ter conflitos de interesse seríssimos em relação ao Banco Master”, conforme declarou em entrevista.

A oposição já protocolou no Congresso cinco requerimentos para a criação de comissões investigativas. Agora, buscam no STF mandados de segurança que exijam a autorização para as investigações, citando decisões anteriores da Corte que favoreceram a instalação de CPIs com número suficiente de assinaturas.

O senador Flávio Bolsonaro também defendeu a instalação da CPMI, argumentando que é preciso investigar as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com integrantes dos Três Poderes. Em contrapartida, o deputado Lindbergh Farias criticou a atitude de Alcolumbre e prometeu que a pressão parlamentar continuará até a abertura da comissão.

PF identifica pagamento de R$ 14,2 milhões da Refit à empresa ligada a Ciro Nogueira

Em outro desenvolvimento relevante, a Polícia Federal (PF) identificou um pagamento de R$ 14,2 milhões da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, à empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., que tem ligações com o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O montante teria sido transferido pelo fundo Athena à firma em 2024.

O senador Ciro Nogueira informou que a transação se referia à venda de um terreno e que, na época, ele possuía apenas 1% da empresa. Essa informação consta em um ofício da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal no âmbito da Operação Sem Refino.

A Operação Sem Refino investiga um esquema bilionário de sonegação de impostos no setor de combustíveis e foi deflagrada em 15 de maio. Embora o senador Ciro Nogueira não tenha sido alvo direto da operação, que realizou buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-governador Cláudio Castro e incluiu Ricardo Magno, da Refit, na lista da Interpol, a identificação deste pagamento levanta novas questões.

Disputa política se estende e afeta o andamento de investigações no Congresso

A recusa de Davi Alcolumbre em pautar a CPMI do Banco Master demonstra a complexidade das articulações políticas no Congresso Nacional. A oposição, por sua vez, utiliza de todas as ferramentas legais e institucionais para avançar com suas pautas investigativas.

A atuação da PF, identificando transações financeiras de grande vulto, adiciona mais um elemento de tensão ao cenário político. A ligação de tais pagamentos a figuras políticas proeminentes, como no caso do senador Ciro Nogueira, intensifica o escrutínio público e parlamentar.

A expectativa é que as próximas semanas sejam marcadas por novas movimentações no Congresso e no Judiciário, com a oposição buscando destravar a CPMI do Banco Master e aprofundando as investigações sobre os pagamentos identificados pela Polícia Federal.

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