Política

Imposto de Renda 2026: Ficou de Fora do 1º Lote da Restituição? Veja Calendário e Novidades da Declaração Pré-Preenchida

Imposto de Renda 2026: Não recebeu no primeiro lote? Descubra quando será sua vez e as novidades que facilitam a declaração.

A Receita Federal já divulgou o calendário de restituição do Imposto de Renda 2026, e muitos contribuintes que não foram contemplados no primeiro lote agora buscam informações sobre as próximas datas. A boa notícia é que existem prioridades definidas e novas ferramentas para agilizar o processo.

Este ano, a declaração pré-preenchida ganha ainda mais funcionalidades, com a inclusão de informações de DARFs, rendas variáveis e dados do eSocial. Para acessá-la, é necessário ter uma conta de nível prata ou ouro no portal gov.br.

Apesar das novas regras de isenção para rendas de até R$ 5 mil mensais terem entrado em vigor em janeiro, elas só impactarão a declaração do próximo ano, pois a declaração atual se refere aos rendimentos de 2025. Conforme explicou o supervisor do Imposto de Renda da Receita Federal, José Carlos da Fonseca, “os rendimentos que estão sendo recebidos neste ano vão estar sujeitos a ajustes, confirmação, na declaração do ano que vem”.

Calendário de Restituição e Prioridades Definidas

Para quem não recebeu a restituição no primeiro lote do Imposto de Renda 2026, é importante conhecer a ordem de prioridade estabelecida pela Receita Federal. Idosos com mais de 80 anos encabeçam a lista, seguidos por aqueles entre 60 e 79 anos. Pessoas com deficiência, moléstias graves e professores que têm o magistério como principal fonte de renda também possuem prioridade.

A adesão à declaração pré-preenchida e a opção pelo recebimento via PIX também garantem uma posição mais avançada na fila da restituição, conforme divulgou a Receita Federal.

Declaração Pré-Preenchida: Mais Informações e Facilidade

A declaração pré-preenchida, disponível desde o primeiro dia do prazo de entrega, em 23 de março, agora inclui informações de pagamentos de DARFs, Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de renda variável, dados do eSocial para empregados domésticos e otimização na recuperação de informações de dependentes. Isso significa menos digitação e maior segurança para o contribuinte.

Para utilizá-la, é fundamental ter uma conta de nível prata ou ouro no gov.br. A Receita Federal busca, com essas inovações, simplificar o processo e reduzir a incidência de erros na declaração do Imposto de Renda.

Documentos Essenciais para a Declaração do Imposto de Renda

Independentemente de optar pela declaração completa ou simplificada, a organização dos documentos é crucial. Serão necessários informes de rendimentos de empresas, instituições financeiras e outras fontes de renda recebidas no ano passado. Incluem-se também documentos de aluguéis, doações, heranças, livro caixa, DARFs de Carnê-Leão e notas fiscais de programas de incentivo.

Para bens e direitos, é preciso ter os comprovantes de compra e venda, matrículas de imóveis, IPTU, e informações sobre participação acionária. Dívidas e ônus contraídos ou pagos no ano-calendário também devem ser declarados, assim como o controle de compra e venda de ações, com a apuração mensal de imposto.

Modelos de Declaração: Simplificada vs. Completa

Na hora de preencher a declaração do Imposto de Renda 2026, o contribuinte pode escolher entre o modelo simplificado e o completo. Na declaração simplificada, há um desconto padrão de 20% sobre a renda tributável, limitado a R$ 16.754,34, que substitui todas as deduções legais.

Já a declaração completa é mais vantajosa para quem teve gastos significativos com dependentes e despesas médicas ou de educação. O limite de dedução por dependente é de R$ 2.275,08, e para educação, R$ 3.561,50. Despesas médicas, por sua vez, continuam sem limite de dedução, permitindo que todo o valor gasto seja abatido do imposto devido.

“Cashback” do Imposto de Renda: Uma Novidade para 2026

Uma novidade anunciada pela Receita Federal é um tipo de “cashback” do Imposto de Renda 2026. Essa medida é voltada para contribuintes que não são obrigados a declarar neste ano, mas que tiveram alguma retenção na fonte em 2025 e teriam direito à restituição. Sem o envio da declaração, esses valores seriam perdidos.

A Receita depositará esses valores automaticamente em um lote no mês de julho, impactando cerca de 4 milhões de contribuintes. Essa iniciativa visa beneficiar quem, por estar fora da faixa de obrigatoriedade, não enviaria a declaração, mas ainda assim contribuiu com impostos retidos na fonte. A informação foi divulgada pelo secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

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