Chevrolet “na boca do gol” para lançar híbridos flex no Brasil em breve
Chevrolet se aproxima de lançar seus primeiros modelos híbridos flex no mercado brasileiro
A Chevrolet está em um momento crucial para introduzir sua nova linha de veículos híbridos flex no Brasil. Fabio Rua, Vice-Presidente da General Motors para a América do Sul, declarou que a marca está “na boca do gol” para o lançamento desses modelos eletrificados. A declaração foi feita em Gravataí (RS), durante as celebrações da marca de cinco milhões de carros produzidos na fábrica gaúcha, sinalizando que os novos produtos chegarão às lojas em um futuro próximo.
O executivo reafirmou o compromisso da GM em fabricar os primeiros motores híbridos flex da companhia globalmente no Brasil. “A gente tem um compromisso de fabricar os primeiros motores híbridos flex da GM de todo o mundo no Brasil, isso vai acontecer logo, logo”, afirmou Rua. Essa iniciativa posiciona o Brasil como pioneiro na adoção dessa tecnologia dentro da estratégia de eletrificação da montadora.
A meta ambiciosa da Chevrolet é ter praticamente todo o seu portfólio de veículos eletrificado até 2030. A chegada dos novos modelos híbridos flex é um passo fundamental para atingir esse objetivo. As novidades não se limitarão a um único tipo de sistema, abrangendo desde tecnologias mais leves, como os híbridos leves (MHEV), até opções mais avançadas, como os plug-ins (PHEV).
Tracker: O pioneiro da eletrificação flex da Chevrolet
O Chevrolet Tracker, SUV compacto que passou por uma reestilização em 2023, com novo design frontal inspirado nos modelos Equinox e Blazer EV, é apontado como o pioneiro dessa nova linha. Atualmente, o modelo conta com as opções de motorização 1.0 e 1.2 turbo da família CSS Prime com injeção direta, configurações que o aproximam do novo Sonic. A expectativa é que o Tracker receba um sistema híbrido leve de 48V.
Este sistema, semelhante ao que já estreou no Jeep Renegade e na Fiat Toro, consiste em um pequeno motor elétrico que atua em conjunto com o motor a combustão. Sua função principal é auxiliar em momentos específicos, como nas arrancadas, com o objetivo de otimizar o consumo de combustível e reduzir as emissões de poluentes. Essa tecnologia não requer baterias de grande capacidade e não tem a capacidade de tracionar as rodas de forma independente.
Não são esperadas mudanças significativas na potência dos motores após a adoção do sistema híbrido leve. O motor 1.0 turbo, por exemplo, teve sua potência ajustada para baixo em meados de 2025, passando de 121 cv para 115,5 cv, a mesma potência do Onix. O torque máximo permanece em 18,9 kgfm. Já o motor 1.2 turbo, exclusivo do Tracker e da Montana, mantém sua performance de até 141 cv e 22,9 kgfm.
A recalibração do motor 1.0 turbo visou adequar o Tracker aos novos critérios do Programa Carro Sustentável, garantindo que o modelo continuasse isento de IPI. Sem esse enquadramento, o SUV estaria sujeito a uma alíquota base de 6,3% de impostos, o que poderia impactar seu preço final.
Sonic e Captiva: Outros modelos na mira da eletrificação
O Chevrolet Sonic, em sua nova geração que se apresenta exclusivamente como SUV, também é um forte candidato a receber a tecnologia híbrida, possivelmente em um segundo momento. O modelo já chegou ao mercado equipado com o motor 1.0 turbo proveniente do Tracker. A estratégia da Chevrolet engloba a eletrificação de toda a linha até meados de 2030, incluindo sistemas híbridos mais avançados.
Em um patamar superior, o Chevrolet Captiva surge como o principal candidato a estrear um sistema híbrido plug-in (PHEV). O SUV médio já tem produção nacional em regime SKD, através de uma parceria da GM com a PACE (Planta Automotiva do Ceará), mas atualmente apenas em sua versão totalmente elétrica. A montadora sinalizou a intenção de produzir um terceiro modelo na planta cearense, utilizando uma “tecnologia inédita” no país.
Embora a Chevrolet não tenha feito confirmações oficiais, flagras recentes do Captiva PHEV em testes no Brasil reforçam a especulação. Esse modelo híbrido plug-in, construído sobre a mesma plataforma do elétrico, é um forte indicativo de que será o escolhido para ocupar a terceira linha de montagem na planta do Ceará. A expectativa é que a produção deste novo modelo comece entre setembro e outubro de 2026.
A introdução desses veículos híbridos flex e plug-in demonstra o forte investimento da Chevrolet em mobilidade sustentável e a sua estratégia de se manter competitiva em um mercado automotivo em constante evolução. A empresa busca oferecer opções mais eficientes e com menor impacto ambiental aos consumidores brasileiros, alinhando-se às tendências globais e às regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas.

