Esportes

Jannik Sinner, o número 1 do mundo, foca em Roland Garros após vitórias históricas e fala sobre protestos de tenistas

Sinner chega a Roland Garros como favorito, mas mantém a calma

A um ano de ter estado a um ponto de conquistar Roland Garros, o italiano Jannik Sinner retorna a Paris com a ambição renovada pelo título inédito. Liderando o ranking mundial, Sinner ostenta uma impressionante sequência de 29 vitórias consecutivas e venceu os três Masters 1000 da temporada de saibro: Monte Carlo, Madri e Roma.

Sua jornada em 2024 tem sido espetacular, com 36 vitórias e apenas duas derrotas. A ausência do bicampeão Carlos Alcaraz, afastado por lesão, o consolida ainda mais como o principal nome a ser batido na capital francesa. No entanto, Sinner prefere focar em seu próprio desempenho.

“Todo mundo está tentando me vencer, mas isso é a coisa mais normal do mundo. Você precisa estar preparado”, declarou Sinner. Ele também ressaltou a importância do formato de melhor de cinco sets nos Grand Slams, que permite mais tempo para ajustar a estratégia e encontrar soluções durante a partida, conforme informações divulgadas pelo Canal do TenisBrasil no WhatsApp.

O peso da liderança e a busca pelo equilíbrio

Apesar do cansaço acumulado após uma longa sequência de torneios, Sinner encara a situação com otimismo. “Foi um período muito longo, mas extremamente positivo. Sou feliz por estar nessa posição”, comentou. Ele acredita ser melhor estar em uma fase vitoriosa, mesmo sentindo o desgaste, do que ter um desempenho aquém do esperado.

O tenista italiano explicou que seu foco tem sido equilibrar a intensidade dos treinos com a recuperação, visando chegar em ótimas condições para sua estreia. A preparação mental e física é crucial para quem se tornou o alvo principal dos adversários em um torneio de Grand Slam.

Conexão especial com Roland Garros e a família

Após conquistar o título em Roma, o primeiro de um italiano no torneio desde Adriano Panatta em 1976, Sinner dedicou alguns dias à família antes de seguir para Paris. Ele destacou a ligação especial que criou com Roland Garros, especialmente após a campanha do ano passado.

“É um torneio muito especial para mim e a cada ano as coisas ficam melhores. No ano passado estivemos muito perto. A conexão com o público foi muito legal e guardo sentimentos positivos daqui”, afirmou Sinner, demonstrando o carinho pelo cenário parisiense.

Protestos em Roland Garros: jogadores pedem mais voz

Sinner também se manifestou sobre a insatisfação de diversos jogadores em relação às premiações em Roland Garros, tema que gerou protestos e limitou sua entrevista coletiva a 15 minutos, um número próximo ao percentual da receita destinado aos atletas.

“Não é nada contra os jornalistas. Estamos felizes em cumprir nossas obrigações”, explicou o italiano. Ele ressaltou que a intenção é conquistar uma voz mais ativa nas decisões do torneio. “Esperamos há mais de um ano por uma pequena resposta e tentamos iniciar algo”, acrescentou.

As reivindicações vão além da premiação, abrangendo também aposentadoria e a participação dos tenistas nas decisões dos eventos de Grand Slam. Sinner não descartou a possibilidade de um boicote futuro, mas enfatizou que qualquer medida dependerá da união entre os atletas. “Sem nós os torneios não podem existir”, concluiu.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *