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Arthur Gama revela lições valiosas após imersão na NASCAR dos Estados Unidos

Arthur Gama detalha experiência imersiva nos Estados Unidos e os ensinamentos preciosos da NASCAR

Arthur Gama, em sua segunda temporada na categoria brasileira, vivenciou uma imersão profunda no universo da NASCAR nos Estados Unidos. A experiência, que ocorreu na última semana, proporcionou ao piloto da Cavaleiro Sports um contato direto com as práticas e a mentalidade do automobilismo norte-americano, especialmente em pistas ovais. Em conversa exclusiva, Gama compartilhou os aprendizados que moldarão sua performance nas competições nacionais.

O piloto teve a oportunidade de pilotar um Late Model no Tri-County Speedway, sob a orientação da Sellers Racing e com a presença notável de Bobby Labonte, campeão da NASCAR em 2000. Essa interação com uma lenda do esporte, segundo Gama, foi tão significativa quanto o desafio de competir em um traçado distinto.

“Eu já tinha ido para lá em 2023, mas não tive muito contato com o carro, fiz só uns treinos, então não lembrava de nada quando foi desta vez. Foi meio que tudo novo para mim. Eu cheguei lá com o Bobby Labonte, uma das experiências mais legais da minha vida ter dividido a pista com ele, disputando lado a lado, pegando as referências, me ajudou muito no meu desenvolvimento com o carro”, iniciou o piloto.

Adaptação a um Novo Estilo de Pilotagem

A adaptação inicial ao carro e ao ambiente de corrida americano apresentou desafios. A diferença de peso do veículo, a proximidade com o muro e as nuances de frenagem e aceleração exigiram um período de ajuste. “Confesso que no primeiro dia eu não estava muito à vontade com tudo porque era muito novo. Eu ainda não estava acostumado com a distância que a gente passa do muro, questões de freio, acelerador, o fato do carro ser bem mais pesado, então, era muita coisa para se adaptar. Mas fui pegando a mentalidade e conseguir performar muito melhor”, explicou Gama.

Um dos aspectos mais marcantes da experiência foi a utilização do spotter, um membro essencial da equipe que atua como os “olhos e ouvidos” do piloto a partir de um ponto elevado. Em ovais, onde a visibilidade pode ser comprometida pelo tráfego e pela velocidade constante, o spotter é fundamental para alertar sobre perigos, orientar em ultrapassagens e sugerir as trajetórias ideais. Para Gama, que não utiliza espelhos retrovisores de forma convencional nas corridas brasileiras, incorporar essa comunicação constante foi uma novidade significativa.

“E aí, na corrida, foi uma loucura. Foi uma coisa totalmente nova para mim estar com o spotter. Então, como eu não usava o espelho, foi uma coisa totalmente diferente ficar escutando ele o tempo inteiro”, destacou o piloto.

O Desafio do Oval e a Preparação Intensa

A preparação para competir em uma pista oval, com características radicalmente diferentes dos autódromos brasileiros, foi um ponto crucial. Gama dedicou horas intensivas ao simulador, acumulando mais de 200 voltas diárias para se familiarizar com o traçado curto e de alta velocidade. A proximidade com o muro e a rapidez com que as curvas se aproximam demandaram uma nova percepção espacial e temporal.

“Eu me preparei muito no simulador para andar no oval. Dava mais de 200 voltas por dia, ainda mais que é um oval curto, de 15 segundos. Eu nunca tive essa experiência de passar tão perto do muro, de ter uma aproximação da curva tão rápido. Não dá tempo de pensar porque você acelera, está perto do muro e quando você foca nesse instante, já tem que frear de novo e entrar na curva.”

A mudança na técnica de frenagem, com a introdução do uso do pé esquerdo, foi outro obstáculo a ser transposto. No Brasil, Gama está acostumado a frear apenas com o pé direito. Nos Estados Unidos, a equipe o instruiu sobre a necessidade de adaptar essa técnica para otimizar o desempenho no oval, uma adaptação que, embora difícil inicialmente, foi fundamental para seu progresso.

“Foi difícil para mim nos primeiros dias, principalmente porque saí da minha zona de conforto de frenagem. Comecei a frear com o pé esquerdo e aqui no Brasil eu só freio com o direito. Lá, eles me falaram que isso iria me prejudicar, então tive que me adaptar ainda mais com essa questão do pé esquerdo.”

O Legado da Experiência Americana para o Brasil

Apesar de reconhecer que as especificidades dos carros e das pistas brasileiras impedem uma transposição direta de todas as técnicas aprendidas, Arthur Gama enfatizou que a experiência nos Estados Unidos foi transformadora para sua mentalidade e pilotagem. A conexão com o carro e a compreensão aprofundada sobre a gestão de pneus e a performance em condições de corrida foram os principais legados.

“Não vou conseguir trazer muita coisa para cá porque o carro aqui é bem mais leve. Mas, com certeza, as técnicas que aprendi vão mudar totalmente minha cabeça para um fim de semana. Os gráficos de freio, o jeito que a gente acelera… Consegui aperfeiçoar meu feeling sob o carro para poupar pneus e fazer o carro andar”, concluiu o piloto, confiante de que os ensinamentos adquiridos nos EUA trarão um novo nível de performance para suas próximas disputas na NASCAR Brasil.

A imersão de Arthur Gama na NASCAR americana reforça a importância do intercâmbio de conhecimentos e técnicas no automobilismo global. A capacidade de adaptação e a busca contínua por aprendizado são características essenciais para o sucesso de qualquer piloto, e a experiência de Gama é um testemunho desse princípio.

Conforme informações divulgadas pelo Motorsport.com…

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