Política

Datafolha: 6 em cada 10 brasileiros desconhecem rejeição de indicado de Lula ao STF pelo Senado

A maioria dos brasileiros não soube da rejeição de Jorge Messias ao STF, aponta Datafolha

Uma pesquisa recente do Datafolha revelou que uma parcela significativa da população brasileira, cerca de 59%, não tomou conhecimento da rejeição do nome de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), pelo Senado Federal. A votação ocorreu em 29 de abril.

A rejeição de Messias foi um evento marcante, sendo a primeira vez desde 1894 que o Senado Federal recusa uma indicação presidencial para compor o STF. Apesar da relevância histórica, a notícia parece não ter alcançado a maioria dos cidadãos.

O levantamento, realizado com 2.004 pessoas em 139 municípios, indica que, dos que sabiam da rejeição, a maioria acredita que o episódio enfraqueceu o governo. Os detalhes da pesquisa foram divulgados nesta segunda-feira (18). Conforme informação divulgada pelo Datafolha.

Rejeição histórica com baixo alcance popular

A pesquisa do Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (18), aponta que **59% dos brasileiros não souberam da rejeição de Jorge Messias**, indicado pelo presidente Lula, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O advogado-geral da União foi recusado pelo Senado Federal em 29 de abril.

Dentre os 41% que afirmaram ter conhecimento do fato, a informação foi dividida em diferentes níveis: 19% se disseram bem informados, 18% mais ou menos e apenas 4% mal informados. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios do Brasil na última terça (12) e quarta-feira (13).

A margem de erro da pesquisa geral é de dois pontos percentuais. Já para os que responderam ter conhecimento da rejeição, a margem é de três pontos.

Impacto no governo e percepção dos eleitores

Entre os entrevistados que estavam cientes da rejeição de Messias, **53% acreditam que o episódio enfraqueceu o governo federal**. Em contrapartida, apenas 7% consideram que a rejeição fortaleceu o governo. Outros 36% opinaram que a decisão do Senado não afetou a força do governo, e 4% não emitiram opinião.

Curiosamente, o **nível de conhecimento sobre a rejeição foi o mesmo entre o público evangélico**, grupo ao qual a indicação de Messias era vista como um aceno, com 59% declarando não ter sabido do ocorrido, assim como na população em geral.

No grupo de eleitores de Lula, **61% não tomaram conhecimento da rejeição**, um índice superior aos eleitores de Flávio, entre os quais essa taxa ficou em 50%. Já entre aqueles que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, o índice de desconhecimento chega a 72%.

Contexto da rejeição e próximos passos

A rejeição de Jorge Messias em 29 de abril foi um marco, pois representa a **primeira vez desde 1894 que o Senado Federal recusa uma indicação presidencial para o STF**. Messias foi derrotado por 42 votos a 34, em votação secreta, necessitando de ao menos 41 dos 81 senadores para aprovação.

Com a indicação arquivada, o presidente Lula precisa apresentar um **novo nome para ocupar a vaga deixada por Luísa Roberto Barroso**. Esta é a terceira indicação de Lula para o STF neste mandato, após Cristiano Zanin e Flávio Dino.

A rejeição ocorreu durante o governo do marechal Floriano Peixoto em 1894, quando cinco indicações foram recusadas. A possibilidade de Lula reenviar o nome de Messias é discutida internamente, mas há receio de nova derrota, especialmente pela norma administrativa do Senado que impede a análise na mesma sessão legislativa.

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