Relatora da ONU Francesca Albanese Acusada de Apoiar Hamas e Promover Campanha Anti-Israel e EUA; Defende-se Após Sanções Americanas Suspensa
Relatora da ONU é alvo de acusações graves e celebra suspensão de sanções americanas
O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, fez acusações contundentes contra Francesca Albanese, relatora especial da ONU para a Palestina. Danon alega que Albanese tem utilizado sua posição oficial para conduzir uma campanha política difamatória contra Israel e os Estados Unidos. A declaração surgiu em resposta à decisão de um tribunal americano que suspendeu as sanções impostas anteriormente contra a relatora pelo governo Donald Trump.
Em uma publicação na rede social X, Danon afirmou categoricamente que nenhuma decisão judicial alterará o fato de que Francesca Albanese explora sua posição na ONU para uma campanha de incitação política. Ele detalhou que a relatora teria promovido a perseguição de soldados e civis israelenses e americanos em Haia, espalhado “mentiras e calúnias de sangue” e oferecido “apoio consistente aos terroristas do Hamas, mesmo após o massacre de 7 de outubro”. O representante israelense chegou a afirmar que Albanese “deveria estar atrás das grades”.
A reação de Danon ocorreu logo após Albanese comemorar, também no X, a suspensão das sanções americanas que a impediam de entrar nos Estados Unidos e a sujeitavam a um bloqueio financeiro total. A relatora expressou sua satisfação com a decisão judicial, citando que “proteger a liberdade de expressão é sempre do interesse público”.
Relatora Especial Acusada de Genocídio e Apartheid Contra Israel
Francesca Albanese atua como relatora especial da ONU para a Palestina desde 2022 e tem se notabilizado por suas fortes críticas a Israel. Em relatórios e declarações públicas, ela já chegou a afirmar que Israel comete “genocídio” em Gaza. Em seu relatório “Anatomia de um Genocídio”, de março de 2024, Albanese sustentou haver “razões razoáveis” para acreditar que Israel praticou atos de “genocídio”, incluindo “mortes, danos graves e imposição de condições de vida calculadas para destruir os palestinos, em parte ou no todo”.
Críticas de Governos Europeus e Negativas de Albanese
As posições de Albanese também já provocaram reações negativas de governos europeus. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, chegou a pedir publicamente a demissão de Albanese do cargo. O pedido ocorreu após um discurso da relatora em um fórum da emissora Al Jazeera no Catar, onde circulou um vídeo no qual ela teria chamado Israel de “inimigo comum da humanidade”. Albanese negou ter usado essa formulação exata, alegando ser alvo de uma campanha de desinformação. Além da França, Alemanha, Itália e outros países europeus também se somaram às críticas contra a relatora.
Acusações de Sistema de Apartheid e Cumplicidade Internacional
A relatora também acusa Israel de manter um “sistema de apartheid” e de atuar como um “regime colonial racista”. Segundo sua interpretação, o que ela chama de “ocupação israelense” e as ações em Gaza fariam parte de um projeto de deslocamento e substituição dos palestinos. Albanese também acusa países e empresas de cumplicidade internacional, por meio de fornecimento de armas, apoio diplomático, relações comerciais e atividades econômicas ligadas a Israel.
Sanções e Liberdade de Expressão em Debate
A suspensão das sanções americanas contra Francesca Albanese foi celebrada por ela como uma vitória para a liberdade de expressão. No entanto, as acusações de Israel sugerem que o debate sobre os limites da atuação de relatorias especiais da ONU e o uso de sua plataforma para ativismo político continua aceso, especialmente no contexto do conflito israelo-palestino. A relatora, que enfrentava proibição de entrada nos EUA e bloqueio financeiro, agora vê um capítulo de sanções ser encerrado, mas as críticas e o escrutínio sobre suas declarações persistem.

